O poder dos Sentimentos e Emoções na Saúde e na Doença

A influência dos sentimentos sobre a saúde vem sendo comprovada por uma infinidade de pesquisas científicas e atualmente o termo ‘psiconeuroimunologia’ tem sido usado para definir o ramo que estuda as relações entre as emoções, o sistema nervoso e as funções orgânicas.
As pesquisas mostram que tanto as emoções positivas como as negativas podem atuar no surgimento de doenças ou preservar a saúde e, ainda, interferir nos tratamentos.
Segundo o médico Mario Alfredo de Marco, coordenador do serviço de atenção psicossocial integrada em saúde da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), entre as emoções mais nocivas ao organismo estão a frustração, a raiva e o ódio. “Por outro lado, tem a pessoa deprimida, desanimada, desmotivada também, cujos sentimentos podem influenciar (em conjunto com outros fatores de risco) o surgimento de algumas doenças”, esclarece o médico.
Em contrapartida, estudos revelam a cada dia a força das emoções positivas. Felicidade, otimismo e fé (espiritualidade) agem como um escudo contra as doenças.
Somos seres absolutamente integrados onde emoções e pensamentos influem na química, nos hormônios e no funcionamento do sistema imunológico e vice-versa. Atualmente, já é possível demonstrar, por meio da fisiologia, como o comportamento de células e os neurotransmissores (mediadores químicos), entre outros, são afetados pelas emoções. Os sentimentos podem exercer influência ainda sobre o colesterol, o metabolismo (sobretudo interferindo na obesidade), as doenças coronárias, a hipertensão, os problemas gástricos e de pele, o sistema imunológico e as produções hormonais.
Obviamente que para o surgimento de determinada doença vários fatores se associam, entre eles a genética, os aspectos biológicos, psicológicos e sociais, alimentação, estilo de vida global e as disposições do indivíduo,

Para exemplificar, podemos citar o mecanismo da gripe: ter o vírus é a condição necessária para se ter gripe, mas não suficiente. Há também a resistência do organismo e os fatores alimentares que podem estar envolvidos no surgimento da doença. Essa integração também vale para transtornos do humor. A depressão é uma alteração dos neurotransmissores, mas que acontece em função das emoções que uma pessoa experimenta ou vice-versa. Dessa forma, devemos compreender que as emoções não são vividas apenas na cabeça, mas também no corpo. Ou seja, elas geram uma consequente resposta fisiológica.

Um recente artigo publicado na revista Lancet demonstrou pela primeira vez o mecanismo que liga o estresse a doenças do coração, provando que existe uma ligação direta entre a atividade em uma região do cérebro responsável por nossas reações emocionais e processos que provocam inflamação e endurecimento dos vasos sanguíneos, o que, por sua vez, levam a episódios como infartos e derrames.

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Por outro lado, inúmeras pessoas têm dificuldades e negam seus sentimentos e emoções como raiva, rancor, medo, ódio, fragilidade, angústia, culpa, inveja por simples desconhecimento, porque não aceitam que as tem ou ainda por medo de entrar em contato com elas. Essa negação tem importante impacto negativo sobre a saúde, pois os sentimentos e as emoções reprimidas levam à tristeza, à depressão ou à somatização, que é a transformação de um problema psicológico num problema fisiológico.
No mundo de hoje são várias as situações que podem estar envolvidas nesses casos como por ex.: pessoas que não conseguem falar sobre suas aflições, frustrações e decepções; que engolem desaforos, injustiças e ofensas; ou que muitas vezes estão vivendo desanimadas, desesperançadas, solitárias e outras ainda com dificuldades afetivas.
Todas essas vivências geram a representação física de uma dor emocional: seriam as chamadas Doenças Psicossomáticas.
A principal característica delas é que a pessoa vai sufocando e acumulando esses sentimentos negativos dentro de si e aí chega uma hora que a “panela de pressão estoura”. Como não houve espaço para a verbalização, quem acaba falando, expressando as angústias, as inseguranças e as dores internas é o corpo. Essas doenças psicossomáticas, que tem um fundo emocional, podem ter ou não uma base orgânica.
A única forma da pessoa realmente se libertar, melhorar sua saúde e até se curar, é compreender que os seus sentimentos e emoções contidos (“panela de pressão”) têm que encontrar um canal para serem entendidos e expressos.”Ela precisa saber identificar dentro dela o que está errado e lutar para resolver o problema. Só assim, ela vai poder sentir-se mais coesa e firme consigo mesmo, reintegrar seu self, além de aumentar sua autoestima e autoconfiança” diz Solange Quintaniha, Psicóloga Médico-Hospitalar, Psicanalista e Psicóloga Motivacional.
Para haver sucesso numa recuperação, é preciso que o paciente tenha aderência, aceitando e cumprindo as determinações médicas. Para que isso aconteça, ele precisa ter esperança, otimismo e principalmente desejo de viver.
A Saúde é condição decisiva para que tenhamos êxito e felicidade na vida, e por isso precisamos preservá-la.


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